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Medicina MATÉRIA

Lente permanente vira alternativa ao Lasik

por Vanessa de Sá

Embora essa cirurgia a laser tenha melhorado a qualidade de vida de muitos portadores de miopia, hipermetropia e astigmatismo, ela não se presta a todo tipo de caso, como você pode conferir na reportagem "Leia isto antes de jogar os seus óculos", na edição de agosto de SAÚDE!. Pessoas com grau de miopia acima de seis graus, por exemplo, tinham de se contentar com o uso de óculos ou lentes de contato. Isso até 2004, quando a FDA, a agência que regula o setor de saúde nos Estados Unidos, aprovou um procedimento que muitos consideram revolucionário: as lentes permanentes.

Elas são feitas de colâmero, um material altamente flexível, que permite ao médico dobrá-las antes que sejam implantadas. Com isso, a incisão é mínima -- cerca de 3mm - e não requer pontos. As lentes de colâmero implantável (LCI) são desdobradas no olho e posicionadas na íris, a parte colorida, minimizando a possibilidade de complicações na córnea. E mais: elas podem ser trocadas ou removidas na eventualidade de uma complicação no pós-operatório ou caso haja aumento do grau. Uma das grandes vantagens do procedimento, dizem os especialistas americanos, é sua curta duração -- aproximadamente oito minutos. Sem contar a facilidade do colírio anestésico.

A LCI não foi a única a ganhar passe livre nos consultórios americanos. Uma outra técnica, chamada IOL ou lente intra-ocular, ganhou a aprovação da FDA no mesmo ano. Confeccionada com plástico ou silicone, ela passou a ser usada em pacientes com miopia após sua bem- sucedida utilização em casos de catarata. Diferentemente da LCI, superflexível, a IOL requer uma incisão maior e precisa de pontos. A operação também é mais demorada -- dura cerca de 30 minutos. E a visão leva semanas para se estabilizar. Assim como o Lasik, o procedimento tem riscos potenciais, entre eles visão de halos ao redor de luzes e até mesmo perda de visão. Embora tenha aprovado ambos os métodos, a FDA deixa claro que ainda não há estudos que avaliem as probabilidades de problemas no médio e no longo prazo.

 
 
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